Enquanto um limpava o ninho o outro ficava de guarda, cada vez mais barulho. Acho que os filhotes estão prontos para sair
Lavadeira Mascarada
Ouro Fino Mg.
O Menino da Porteira
Sérgio Reis
Toda vez que eu viajava pela estrada de Ouro Fino
De longe eu avistava a figura de um menino
Que corria abrir a porteira e depois vinha me pedindo
"Toque o berrante, seu moço, que é pra eu ficar ouvindo"
Quando a boiada passava e a poeira ia baixando
Eu jogava uma moeda e ele saía pulando:
"Obrigado, boiadeiro, que Deus vá lhe acompanhando"
Pra aquele sertão afora meu berrante ia tocando
Nos caminhos desta vida muitos espinhos eu encontrei
Mas nenhum calou mais fundo do que isso que eu passei
Na minha viagem de volta qualquer coisa eu cismei
Vendo a porteira fechada, o menino não avistei
Apeei do meu cavalo e no ranchinho à beira chão
Vi uma mulher chorando, quis saber qual a razão
"Boiadeiro veio tarde, veja a cruz no estradão
Quem matou o meu filhinho foi um boi sem coração"
Lá pras bandas de Ouro Fino levando gado selvagem
Quando passo na porteira até vejo a sua imagem
O seu rangido tão triste mais parece uma mensagem
Daquele rosto trigueiro desejando-me boa viagem
A cruzinha no estradão do pensamento não sai
Eu já fiz um juramento que não esqueço jamais
Nem que o meu gado estoure, que eu precise ir atrás
Neste pedaço de chão berrante eu não toco mais
O Adeus a Dom Jaime Luiz Coelho
A família os nossos sentimentos e gratidão por nos ter
emprestado este grande homem de Deus, nesta tarde de terça feira (6) até o por
do sol parecia estar triste com a partida de Dom Jaime.
Morre aos 97 anos o primeiro Arcebispo de Maringá. Dom Jaime Luiz Coelho
Maringá, 05 de agosto de 2013
Morreu por volta da 1h desta segunda-feira o primeiro arcebispo de Maringá, Dom Jaime Luiz Coelho. Ele tinha 97 anos e foi vítima de insuficiência renal crônica, diagnosticada há cerca de quatro meses, segundo a arquidiocese do município. O religioso estava internado desde sábado na Santa Casa de Maringá e respirava com ajuda de aparelhos.
Dom Jaime será velado na Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Glória a partir do meio-dia desta segunda-feira. O sepultamento será na terça-feira, após a missa de corpo presente, marcada para as 18h30. O corpo será enterrado na cripta da Catedral.
Ao meu avô! O Gigante que deitou-se para descansar.
Por Francisco Azanha
Ao meu avô! O Gigante que deitou-se para descansar.
Na manha dessa quinta-feira, o dia amanheceu mais feio. E o mundo mais injusto.
Pois o maior gigante que já conheci fechava seus olhos pela última vez, e deixou meu coração cheio de saudade.
Meu avô, o melhor homem que pude conhecer, nos deixou. O homem que é a minha referência, que me representa o que significa ser justo, honesto, íntegro. Que me representa o que é ser homem, ter caráter. Deitou-se para descansar. Senti-me órfão pela primeira vez.
Mesmo sendo a ordem natural da vida, não há como estar preparado para perder alguém de tamanho valor.
O homem que criou a família própria e ajudou a criar a dos outros. Foi um grande companheiro para a minha avó por mais de sessenta anos. E nunca, jamais, os vi brigarem.
Um homem que encontrava sem tetos nas ruas e arrumava emprego. Um homem que cruzava a cidade para devolver poucas moedas que foram dadas a mais no troco do supermercado. Que realmente dava sua blusa a alguém que estivesse passando frio. E que sempre escolheu o caminho certo. Mesmo que fosse o mais difícil. Não importando quanto ou o que custasse. E fazia isso naturalmente, sem bandeira, fazia porque era o certo. E ele não conhecia outro caminho.
Um homem que parecia ingênuo por vezes, por que realmente não sabia o que é ter maldade. E assim sempre via o melhor nas pessoas.
O homem que me ensinou muito, sem dizer quase nada. Ensinou-me pelo exemplo. Pela forma digna que escolheu viver sua vida. Nunca por discurso. Sempre pelo exemplo. E foram tantos...
O homem que tinha um reo de cavalos atrás da porta da garagem, que era chamado de “amansa neto”, que jamais saiu da parede para ser usado. Mas que sempre cumpriu o seu papel, de simbolizar que ou se faz o que é certo, ou a vida irá te punir.
O homem que me ensinou que uma mulher deve ser tratada com carinho e respeito sempre. Jamais pode ser maltratada.
O homem que com mais de oitenta anos, dobrava os joelhos ao lado da cama todos os dias, para agradecer. E aos 84 anos, deixou uma família que o ama e o admira.
Seu legado fica! Mas perdoe meu egoísmo, eu queria também a sua presença. Ainda tinha muito a aprender com o senhor.
Sem o senhor o mundo ficou mais feio, e sem a sua presença, sua honestidade, ficou também mais injusto. Mas certamente o céu, o lugar que o senhor sempre acreditou existir, tornou-se mais bonito com a sua presença.
“Vô Azanha”! É um privilégio ser seu neto. E o maior orgulho da minha vida é carregar seu nome, e ser reconhecido por ele. Espero um dia ser capaz de ser metade do homem que o senhor é. Muito obrigado! Estou com muita saudade. Seu neto, Francisco Azanha.
Ao meu avô! O Gigante que deitou-se para descansar.
Na manha dessa quinta-feira, o dia amanheceu mais feio. E o mundo mais injusto.
Pois o maior gigante que já conheci fechava seus olhos pela última vez, e deixou meu coração cheio de saudade.
Meu avô, o melhor homem que pude conhecer, nos deixou. O homem que é a minha referência, que me representa o que significa ser justo, honesto, íntegro. Que me representa o que é ser homem, ter caráter. Deitou-se para descansar. Senti-me órfão pela primeira vez.
Mesmo sendo a ordem natural da vida, não há como estar preparado para perder alguém de tamanho valor.
O homem que criou a família própria e ajudou a criar a dos outros. Foi um grande companheiro para a minha avó por mais de sessenta anos. E nunca, jamais, os vi brigarem.
Um homem que encontrava sem tetos nas ruas e arrumava emprego. Um homem que cruzava a cidade para devolver poucas moedas que foram dadas a mais no troco do supermercado. Que realmente dava sua blusa a alguém que estivesse passando frio. E que sempre escolheu o caminho certo. Mesmo que fosse o mais difícil. Não importando quanto ou o que custasse. E fazia isso naturalmente, sem bandeira, fazia porque era o certo. E ele não conhecia outro caminho.
Um homem que parecia ingênuo por vezes, por que realmente não sabia o que é ter maldade. E assim sempre via o melhor nas pessoas.
O homem que me ensinou muito, sem dizer quase nada. Ensinou-me pelo exemplo. Pela forma digna que escolheu viver sua vida. Nunca por discurso. Sempre pelo exemplo. E foram tantos...
O homem que tinha um reo de cavalos atrás da porta da garagem, que era chamado de “amansa neto”, que jamais saiu da parede para ser usado. Mas que sempre cumpriu o seu papel, de simbolizar que ou se faz o que é certo, ou a vida irá te punir.
O homem que me ensinou que uma mulher deve ser tratada com carinho e respeito sempre. Jamais pode ser maltratada.
O homem que com mais de oitenta anos, dobrava os joelhos ao lado da cama todos os dias, para agradecer. E aos 84 anos, deixou uma família que o ama e o admira.
Seu legado fica! Mas perdoe meu egoísmo, eu queria também a sua presença. Ainda tinha muito a aprender com o senhor.
Sem o senhor o mundo ficou mais feio, e sem a sua presença, sua honestidade, ficou também mais injusto. Mas certamente o céu, o lugar que o senhor sempre acreditou existir, tornou-se mais bonito com a sua presença.
“Vô Azanha”! É um privilégio ser seu neto. E o maior orgulho da minha vida é carregar seu nome, e ser reconhecido por ele. Espero um dia ser capaz de ser metade do homem que o senhor é. Muito obrigado! Estou com muita saudade. Seu neto, Francisco Azanha.
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